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CONSLAD - Conferência Internacional e Seminário Latino-Americano sobre a Desertificação |
Fortaleza - CE, 1994
Participação da FGEB: organização e convocação Parceiros:- Fundação Grupo Esquel Brasil - FGEB, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Governo do Estado do Ceará, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Objetivo: Mostrar à sociedade civil e governos, locais e nacionais, no Brasil e na América Latina, a situação da desertificação, além de trabalhar na formulação de propostas para seu combate e fornecer subsídios para as autoridades atuarem nas negociações da convenção sobre desertificação na ONU.
A CONSLAD contou com a participação de dezenas de pesquisadores, líderes comunitários e sindicais, estudantes, autoridades políticas e observadores do Brasil, da América Latina e de todo o mundo. |
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Financiamentos e Parcerias |
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· Quais os tipos de organizações parceiras da FGEB?
As parcerias são realizadas com o setor público (organismos governamentais, governo federal e estaduais), setor privado (empresas), sociedade civil (ONGs) e organismos de cooperação e agências multilaterais, preferencialmente, de forma simultânea.
· A FGEB financia projetos?
A FGEB não é uma organização financiadora por natureza. Trabalhamos mais especificamente nas áreas de assessoria e cooperação técnica, advocacy e como centro de produção e disseminação de idéias e inovações
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Estados do Nordeste Brasileiro, 1993-1995
Participação da FGEB: concepção e desenho do Projeto.
Parceiros: FGEB, Governos estaduais e Federal, representantes da sociedade civil.
Objetivos: Traçar estratégias de desenvolvimento sustentável para o nordeste brasileiro, baseadas em critérios de uso sustentável de recursos naturais, sociais, econômicos e políticos.
O Projeto ÁRIDAS foi um esforço colaborativo dos Governos Federal, Estaduais e de Entidades Não-Governamentais, comprometidos com os objetivos do desenvolvimento sustentável no Nordeste. O ÁRIDAS contou com o apoio financeiro de Entidades Federais e dos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia, particularmente através de recursos do segmento de Estudos do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor ? PAPP -, oriundos de financiamento do Banco Mundial ao Governo Federal.
A execução do Áridas se dá no contexto da cooperação técnica e institucional entre o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura - IICA - e os Estados. O Projeto é resultado de um amplo esforço de pesquisa sobre a região nordestina que iniciou-se em 1992, como resultante das discussões ocorridas durante a realização da Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semi-Áridas (ICID), realizada em Fortaleza, com a organização da FGEB. A partir daí, um trabalho, de grande profundidade, coordenado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, foi realizado em estreita cooperação com as entidades e pessoas representativas da sociedade, entre elas, a Fundação Grupo Esquel Brasil.
Deste trabalho, resultaram 50 relatórios técnicos abordando a evolução recente do Nordeste, os seus maiores problemas e propostas para a reorientação da ação do governo federal na região, por meio da execução de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o Nordeste brasileiro.
Os estudos, que cobriram os temas mais relevantes para o desenvolvimento do Nordeste, foram elaborados a partir cenários previstos para o futuro, tanto em termos de tendências como também em relação aos objetivos almejados pela sociedade. Para tanto, um amplo esquema de consulta com a sociedade foi utilizado em todo o processo, com seminários nos estados, para aprofundar o conhecimento técnico sobre as condições atuais e futuras de sustentabilidade da região e a efetividade das políticas de desenvolvimento. Sendo o Nordeste extremamente vulnerável às secas, especial atenção foi dada ao problema da variabilidade climática e seu efeito sobre a economia, a população e o meio ambiente.
Um dos elementos principais da estratégia desenvolvida no Projeto Áridas foi a preocupação com a sustentabilidade do desenvolvimento. Foi a primeira vez que um processo de planejamento incorporou a idéia de sustentabilidade, recomendada tanto na ICID como na Conferência do Rio, em 1992: "Desenvolvimento sustentável é o que apresenta condições de durabilidade ao longo do tempo. Para isso, deve ser economicamente sadio, socialmente justo, ambientalmente responsável e politicamente fundamentado na participação da sociedade''.
Resultados e Desencadeamentos: - O Projeto ÁRIDAS tornou-se referência para elaboração de políticas de desenvolvimento sustentável dentro da região, a exemplo do Plano de Desenvolvimento do Estado do Ceará;
- Outros estados seguiram as recomendações do Projeto ÁRIDAS na elaboração de planos de desenvolvimento sustentável. |
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Programa de Cooperação Técnica, Pesquisa e Capacitação |
Brasil, Chile, Equador, Bolívia, Argentina e Peru, 2003-2004
Participação: Implementação do Programa Parceiros: Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura - IICA, Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, Governo Federal.
Objetivo: Promoção do Desenvolvimento Sustentável e uso de recursos naturais nas regiões áridas e semi-áridas do continente americano.
Como parte das iniciativas do Programa de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca na América do Sul, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) junto com o Banco Interamericano de desenvolvimento (BID) firmaram um acordo para desenvolver o Programa de Cooperação Técnica, Pesquisa e Capacitação, financiado com recursos provenientes do Fundo Especial do Governo do Japão, contando com o apoio técnico da Fundação Grupo Esquel Brasil. Atualmente, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e Peru são os países que estão incorporados ao Programa, que está a cargo do Brasil e responde às prioridades e ações estratégicas definidas nas Agendas de Cooperação do IICA nessa região.
O Programa se propõe a melhorar as condições sociais e econômicas das comunidades afetadas pela desertificação, a partir da adoção de um novo modelo de produção e desenvolvimento e de mudança de comportamento, por meio do uso de tecnologias apropriadas, capacitação e treinamento, tendo como base o desenvolvimento sustentável. A mobilização dos mais diversos partícipes neste processo é fundamental.
Os objetivos do Programa são:
- Obter experiências aplicáveis à região quanto ao uso de indicadores uniformes para ident ificar e medir os efeitos físicos biológicos-agrícolas, socioeconômicos e institucionais da desertificação;
- Capacitar profissionais em técnicas de controle e combate à desertificação;
- Promover a participação direta das comunidades afetadas com o uso de indicadores, assim como o desenho e aplicação de medidas para mitigar os efeitos da desertificação e;
- Elevar a capacidade das instituições para enfrentar o problema da degradação das terras áridas. |
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