| Estudo sobre a situação da Agricultura Familiar no semi-árido |
Semi-Árido Brasileiro, 2002Participação da FGEB: Desenvolvimento de estudo sobre o tema da agricultura familiar no Semi-Árido Brasileiro. Parceiros: FGEB e Oxfam Objetivos: orientar um debate com entidades parceiras da OXFAM atuantes neste campo. Adicionalmente, o estudo serviu também para subsidiar a própria OXFAM na definição de seu novo programa de “Comercio Justo”. É consenso hoje que a globalização da economia não conseguiu ampliar as oportunidades de acesso aos bens e serviços gerados pela sociedade. Muito menos contribuir para a inserção das populações mais pobres no processo de desenvolvimento. Os processos de exclusão social continuam a se reproduzir e até se intensificaram. Os agricultores e as agricultoras familiares são a parcela da sociedade mais duramente atingida por esses efeitos. Prova disso é que a esmagadora maioria dos pobres do mundo está no meio rural. A situação é tão dramática que o combate à pobreza rural passou a ser uma das prioridades das principias agencias e organismos multilaterais. Entretanto, o êxito desses programas de combate a pobreza rural está limitado pelas dificuldades que os agricultores familiares encontram para se inserir num mercado cada vez mais globalizado e competitivo. Apesar do discurso de apoio a processos sustentáveis de desenvolvimento, a maioria dos países do Norte continua estabelecendo barreiras tarifárias e não tarifárias ao ingresso dos produtos agrícolas dos países do Sul. No caso do Brasil, as diversas experiências de combate à pobreza rural não fogem a essa regra. A falta de acesso aos mercados é um fator que inibe o pleno desenvolvimento das comunidades apoiadas. Apenas aquelas poucas que conseguiram superar essa dificuldade, foram capazes de estabelecer processos de geração, apropriação e acumulação de excedentes, sustentáveis a ponto de gerar mudanças significativas na sua qualidade de vida. Apesar de promissoras e animadoras, essas experiências ainda são muito localizadas e não conseguem se afirmar enquanto uma alternativa concreta de inserção não subordinada da agricultura familiar no mercado internacional. É necessário ampliar esse processo, de modo a impactar significativamente o contexto agrário brasileiro. Neste sentido, e com base em dados secundários, a Fundação Grupo Esquel Brasil desenvolveu, a pedido da Oxfam (confederação de 12 organizações que trabalham em conjunto com 3000 organizações locais em mais de 100 países, para encontrar soluções definitivas para a pobreza, o sofrimento e a injustiça), um estudo sobre o tema da agricultura familiar do semi-árido brasileiro. O estudo serviu para orientar um debate com entidades parceiras da Oxfam atuantes neste campo e, adicionalmente, serviu também para subsidiar a própria Oxfam na definição de seu novo programa de “Comércio Justo”. |


Semi-Árido Brasileiro, 2002